Ser sozinho é muito duro
Um caminho, uma ponte
Um deserto, um elevado monte
É tristeza, tédio, arrebatamento
É nunca poder sonhar
Num canto querer se isolar
Querer toda a vida dramatizar
Nunca saber o antes, durante, depois,
juntar
Sentir a dor de jamais poder amar
Ter grande medo de se apaixonar
É jamais um beijo querer provar
Sentir sempre desejo de chorar
Não ter ninguém para conversar
Sentir a dor da solidão propagar
É como um furacão a vida devastar
Para baixo todo sentimento puxar
Ser sozinho é sem luz ficar
Coisas obscuras começo a escutar
Como pássaros em canções a entoar
Não adianta beleza aparentar
Sem ter força para brotar
Flores nunca as deixem morrer
Tornem-se jardineiros façam as crescer
Não devemos ninguém fazer sofrer
Jamais permitir a solidão interior
nascer
Isso nos fará aos poucos perecer
Muitas pessoas lembram jardineiros no
jardim
Cuidam das flores, de você, de mim
Você sente prazer em esnobar?
Achando que ninguém irá precisar
Pensa ser flor única a brotar
Aquela que nunca irá murchar
Ser sozinho ninguém para confiar
Não ter amigos para os segredos confiar
Não ter um ombro amigo para chorar
Não ter um alicerce para encostar
Não ter ninguém para se aconselhar
Ser sozinho é um mundo gélido criar
Não ter o Sol para poder o esquentar
Ficar no horizonte infinito a olhar
Ser sozinho parece tudo parar
O tempo não consegue passar
Para poder ajudar tudo sanar
Começo olhar a noite, estrelas a contar
Não devemos do mundo isolar
Somos almas que sonhar ver tudo mudar
Para ver tudo em algo bom se transformar
Como num jardim sem nenhuma imperfeição
Mundo onde exista apenas amor e afeição

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